MEZ Energia assina contratos do leilão de dezembro e inaugura centro de operações – Energia Hoje

Empresa também vai fincar pé no mercado livre, com abertura de comercializadora, e na geração fotovoltaica, conta Maurício Zarzur.

Na próxima quarta-feira (31/03), a MEZ Energia assina o contrato de cinco concessões arrematadas no leilão de linhas de transmissão realizado em dezembro de 2020. Um dia depois, em São Paulo, deverá entrar em operação o centro de controle remoto que permitirá ter o controle de uma subestação em Porto Alegre, parte de um dos lotes conquistados no fim do ano passado.

A partir daí o trabalho será redobrado: criada em 2019 e ligada à MEZ Construções, a empresa foi a principal vencedora em número de projetos e investimentos previstos na licitação de dezembro de 2020, ao ficar com cinco empreendimentos – os lotes 3, 4, 5, 8 e 9 (que reúnem linhas de transmissão em Mato Grosso, São Paulo e Rio Grande Sul). Juntos, eles devem exigir aportes de cerca de R$ 2,4 bilhões.

No leilão de dezembro de 2020, o deságio médio sobre a receita anual permitida (RAP) máxima dos empreendimentos alcançou 55,24%, o terceiro maior da história dos certames do tipo organizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Ao lado de contratos adquiridos no mercado secundário e lotes conquistados em 2019, a empresa tem nove projetos a entregar nos próximos anos com investimentos totais perto de R$ 3 bilhões, que deverão ser financiados parte por bancos públicos (BNDES e Banco do Nordeste) e outra parcela por debêntures incentivadas.

Bem-sucedido o trabalho, a abertura de capital poderá ser uma realidade no médio prazo, diz Mauricio Ernesto Zarzur, presidente da MEZ Energia, para quem, neste momento a prioridade é colocar os projetos de transmissão em pé, buscando antecipá-los, o que não posiciona a empresa como interessada em aquisições no mercado secundário nesse ano.

“Iremos olhar os leilões deste ano, mas seremos também mais seletivos”. Em 2022, um dos focos será investimentos em geração fotovoltaica centralizada, com destaque a áreas próximas a subestações que a empresa mantenha. “Já estamos analisando terrenos”, afirma Zarzur. A empresa tem lotes no Nordeste, Centro-Oeste e região Sul.

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